sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Cuidados Fisioterapêuticos em pacientes com Câncer de Mama

Neste último dia do mês de Outubro, o assunto do Blog será sobre a atuação da Fisioterapia em mulheres com Câncer de mama. Ao longo desse mês todos os posts foram voltados para mulheres, afim de tirar dúvidas, prestar informações e deixar o seu dia um pouco mais rosa. E a mensagem que fica para nossos leitores é: Deixa essa ideia bater mais forte no seu peito!



A Fisioterapia desempenha um papel fundamental no cuidado de pacientes oncológicos, sobretudo de pacientes com Câncer de mama e pós mastectomizadas. O fisioterapeuta exerce um papel muito importante na prevenção de sequelas e restaurando sonhos, fazendo parte da equipe multidisciplinar no acompanhamento e reabilitação, intervindo na recuperação física e mental da mulher.



O tratamento fisioterapêutico atua em todas as fases do Câncer mama:
- Pré tratamento (diagnóstico e avaliação)
- Durante o tratamento (fase de quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e cirurgia)
- Reabilitação (após o tratamento medicamentoso e cirúrgico e fase de recuperação)
- Casos recidivas (volta do Câncer ou novo tumor)
- Cuidados paliativos
É importante salientar que em cada fase do tratamento é necessário conhecer e identificar as necessidades de cada paciente, os sintomas causados pela doença e os impactos na qualidade de vida.



FASES

Pré-operatório:
Deve-se ter conhecimento das alterações pré-existentes e identificar possíveis fatores de risco para complicações, tirar dúvidas, saber sobre suas ansiedades e medos. Avaliar força muscular e amplitude de movimento de membros superiores, orientando a paciente de como será o procedimento cirúrgico e qual postura adotar durante e após o procedimento. Quanto mais precocemente forem inseridos os exercícios para treinamento e melhor execução, ajudando na manutenção da mobilidade da articulação.  Dar suporte psicológico e explicar o acompanhamento da fisioterapia no pós-operatório. 

Pós-operatório:
Marcado por dificuldades essa fase apresenta problemas na movimentação do braço  e do ombro devido o quadro de dor. A paciente terá dificuldade de encostar a mão na nuca, vestir blusa, escovar os cabelos, abotoar o sutiã, interferindo diretamente na qualidade de vida. Essa limitação é causada pela dor ocasionada pela tração da pele e dos músculos da axila, do tórax e do braço devido a manipulação cirúrgica. Sensações como: formigamento, queimação, dormência e peso são comuns. Neste momento o objetivo do fisioterapeuta é restabelecer as funções e movimentos do braço, prevenir complicações respiratórias, diminuição da dor, prevenir formação de linfedema, estimular cicatrização, diminuir risco de fibroses e aderências. Exercícios posturais simples e dinâmicos deverão fazer parte da sessão, para que a amplitude de movimento normal seja alcançado no menor período de tempo possível, levando sempre em conta a dificuldade de cada paciente.
- Posicionar o braço na cama com auxílio de travesseiros e iniciar alguns exercícios leves e exercícios respiratórios logo após a realização da cirurgia. Uma reabilitação precoce após mastectomia proporciona ganhos na movimentação do braço prevenindo deformidades.

Exercícios Fisioterapêuticos para fase pós-operatória




Pacientes submetidas ao tratamento fisioterapêutico diminuem o tempo de recuperação e retornam mais rapidamente as suas atividades cotidianas e ocupacionais, readquirindo amplitude de movimento, força muscular, coordenação motora, boa postura e autoestima, principalmente ganhando qualidade de vida e diminuindo possíveis complicações.

#setoque 




Fontes:
www.oncofisio.com.br
www.inca.gov.br
www.envolvida.com

sábado, 25 de outubro de 2014

Diagnóstico e Prevenção do Câncer de Mama

Dando continuidade ao Outubro Rosa, o Post dessa semana vem para esclarecer como é realizado o diagnóstico de Câncer de Mama, destacando principalmente a PREVENÇÃO, que foi e sempre vai ser a melhor saída para vencermos essa luta. O mês de Outubro é o mês de Conscientização, afinal atitudes positivas transformam a realidade!  #Lutacontraocancer

Se você perdeu o Post da semana passada, que era sobre "Câncer de Mama", explicando desde seus sintomas até seu tratamento, acesse por aqui: http://fisiolifealecardoso.blogspot.com.br/2014/10/cancer-de-mama.html





Embora a hereditariedade seja responsável por apenas 10% do total de casos, mulheres com história familiar de Câncer de mama (sendo uma ou mais parentes de 1ª grau - mãe ou irmãs) que foram acometidas antes dos 50 anos, apresentam maior risco de desenvolver a doença. Esse grupo de mulheres deve acompanhada por médicos especialistas a partir dos 35 anos de idade.

Como é feito o Diagnóstico?


O diagnóstico do Câncer Mama é feito através da Mamografia (Radiografia da mama), que permite a detecção precoce do câncer mostrando lesões em fases iniciais (ainda medindo centímetros). O exame deve ser realizado a cada dois anos por mulheres entre 45 e 60 anos de idade. A mamografia é realizado em um aparelho de raio x, chamado Mamógrafo. Nele a mama é comprimida, afim de melhorar a qualidade da imagem e o diagnóstico precoce. A paciente sente um leve desconforto, que é suportado.
A Lei 11.664 de 2008
Estabelece que todas as mulheres têm direito ao exame de mamografia a partir dos 40 anos. A Lei 11.664/2008 entrou em vigor em 29 de abril de 2009 de modo a reafirmar o que já era estabelecido pelos princípios do SUS (Sistema Único de Saúde) em 2008.


Mamografia
Após o exame de Mamografia o diagnóstico só pode ser confirmado mediante uma biopsia da área suspeita, que é analisada por um médico patologista. Porém, a biopsia só é feita quando se verifica uma alteração suspeita, seja no auto exame, exame físico ou na mamografia. O Ultrassom das mamas serve como um exame complementar, pois auxilia na hora de diferenciar um cisto de um nódulo. Já a Ressonância Nuclear Magnética (RNM) é recomendada para mulheres que tenha pré-disposição (histórico familiar) ou pacientes que já tiveram Câncer de Mama. 

A Classificação de BI-RADS, abreviação de "Breast Imaging Reporting and Data System" serve para padronizar os laudos médicos por todo o mundo. Serve tanto como documento para a paciente, como uma maneira de comunicação entre o médico que realizou a Mamografia e o médico que a solicitou, com termos conhecidos e de fáceis conclusões. Conforme ilustra a figura abaixo:

Categoria
Avaliação
Conduta proposta
0
Indica necessidade de imagens adicionais
Exames de imagem adicionais
1
Negativa: sem anormalidades
Seguimento anual
2
Benigno: alterado, mas não suspeito
Seguimento anual
3
Provavelmente benigno
Mamografia em 6 meses
4
Alteração suspeita, provavelmente benigna
Necessita biópsia
5
Altamente suspeito para malignidade
Necessita biópsia
6
Sabidamente maligno
Biópsia prévia já diagnosticou


O Exame clínico das mamas (ECM), quando realizado por um médico ou profissional de saúde treinados, pode detectar um tumor de até 1cm se superficial e deve ser realizado pelo menos uma vez ao ano.

Prevenção

Evitar a obesidade, através de uma dieta equilibrada e prática regular de atividades físicas, são recomendações básicas para prevenir o Câncer de mama. Já que o excesso de peso aumenta o risco de desenvolver a doença. A ingestão de álcool mesmo em quantidades moderadas é contra-indicado, pois é um fator de risco para tumores, assim como á exposição a radiações ionizantes. O uso contínuo de pílulas anticoncepcionais não são associados ao aumento do risco de Câncer de mama, porém pode deixar as mulheres mais predispostas quando os contraceptivos apresentam elevadas dosagens de estrogênio, que fizeram uso da medicação por longos períodos e em idade precoce.
Uma das maneiras de prevenir é conhecendo bem o seu próprio corpo. O Auto Exame das mamas hoje deve ser chamado de "Auto Cuidado" e pode ser realizado uma vez por mês.

"Auto Cuidado - Corre e faça você também!"

Não perca, na próxima semana o Post será sobre: "Cuidados Fisioterapêuticos em pacientes com Câncer de Mama". Mande suas sugestões, críticas e dúvidas. E não se esqueça: Pense Rosa, seu gesto pode salvar uma vida!



Fonte:
www.inca.gov.br
www.oncoguia.org.br
www.accamargo.org.br

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Câncer de Mama

Nesse mês de Outubro o blog mudou; 
Mudou por você mulher que merece ter maiores informações sobre como cuidar melhor da sua saúde e conhecer um pouco mais sobre o Câncer de Mama, que hoje é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e é o mais comum entre as mulheres, correspondendo  22% de novos casos por ano. Por isso esse vai ser o mês do Outubro Rosa, onde todos os assuntos serão voltados para nós mulheres. E não se esqueça informação válida é passada adiante; Fique por dentro!




O que é o Câncer de Mama?

As nossas células possuem informações chamadas de "genes" que mostram como devem ser suas tarefas. Quando ocorrem erros nesses genes, as células perdem suas funções normais e passam a desenvolver atividades anormais, como por exemplo, um crescimento desorganizado de células formando um tumor. Que pode ocorrer em qualquer parte do nosso corpo, podendo permanecer em um local de origem ou deslocar para um lugar secundário (metástase).

Formação do tumor mamário.

No Brasil as taxas de mortalidade de Câncer de Mama continuam elevadas, provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios tardios. O Câncer de Mama é raro antes dos 35 anos, porém acima dessa faixa sua incidência é rápida e progressiva. O INCA (Instituto do Câncer) estima que ainda esse ano 57.120 novos casos sejam diagnosticados, por isso temos que ficar atentas a todos os sinais e sintomas da doença.


Sintomas:


Fique atenta!

Geralmente o Câncer de Mama não apresenta sintomas no início. Porém, Pode surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamento (afundamento) ou retrações do mamilo, aspectos de casca de laranja. Além da saída de secreção do mamilo podendo ser sanguinolento ou purulento. Ao contrário de muitas mulheres confundirem com algum sintoma, a sensibilidade mamária é um sintoma comum, pois a dor nas mamas também estão relacionados a alterações hormonais e emocionais e são normais. O sintoma palpável é o nódulo (caroço) no seio, acompanhado ou não de dor mamária constante. Também podem surgir nódulos palpáveis na áxila.

Os nódulos podem ser palpados no momento do auto exame.



Estágios do Câncer de Mama:

Os médicos usam essa classificação para registrar cada momento da doença, divididos em 5 estágios:
0 - Quando a doença esta restrita ao local onde começou (apenas na mama).
1 - A doença invadiu a região local, mas possui no máximo 2 cm de tamanho (pode haver chance de metástase).
2 - A doença invadiu a região local, mas possui no máximo de 2 a 5 cm de tamanho, bem como ínguas pouco comprometidas na áxila.
3 - A doença invadiu a região local, possui tamanho maior de 5 cm e ínguas muito comprometidas na axila. 
4 - Quando a doença invadiu outras partes do corpo como: ossos, pulmões, fígado(...)



Tratamento do Câncer de Mama

Os tratamentos resumem-se em clínicos e cirúrgicos. O tratamento clínico envolve vários tipos de medicamentos quimioterápicos e radioterápicos cada qual com sua função e efeitos colaterais. A quimioterapia consiste na administração de drogas que tem o objetivo de destruir as células cancerígenas, e em geral ela não tem ação específica, lesando também as células saudáveis. Já a radioterapia consiste na utilização de radiações ionizantes que danificam o material genético da célula, impedindo seu crescimento. Que deve ser empregada na sequência do tratamento cirúrgico ou em casos avançados.
A opção cirúrgica envolve os tratamentos conservadores, aqueles que preservam a mama, como as tumorectomias, quadrantectomias e as radicais - conhecidas como mastectomias. Além disso hoje existe uma modalidade conhecida como "Oncoplástica", ou seja, tratamentos conservadores que usam técnicas de cirurgia plástica. Com isso obtêm-se uma eficácia maior, porque esta opção permite igualar cirurgicamente a mama contralateral. Nos casos de MASTECTOMIA é IMPORTANTE salientar que todas as mulheres têm direito a reconstrução mamária.


Mastectomia.






Não perca, na próxima semana o Post será sobre "Diagnósticos e Prevenção do Câncer de Mama". Mande suas sugestões, críticas e dúvidas o Outubro Rosa foi feito para você!



Fonte:
www.inca.gov.br
www.hcancerbarretos.com.br
www.envolvida.com

domingo, 28 de setembro de 2014

Senilidade X Senescência

A velhice é um período de declínio caracterizado por dois aspectos: a Senescência e a Senilidade. Ao decorrer de nossas vidas, passamos por várias fases: infância, mocidade, maturidade e por fim a velhice. De acordo com o IBGE a porcentagem de brasileiros com mais de 60 anos na década de 40, era de aproximadamente 4%, mas as estimativas são de que em 2020 alcance 12% da população. Entender que a velhice em todas suas fases, começa em saber diferenciar o que é normal e o que é patológico, e o post de hoje esclarece justamente isso! (Boa leitura).

 A Organização Mundial de Saúde (OMS), considera envelhecer como:
"Um processo sequencial, individual, cumulativo, irreversível, universal, não patológico de deterioração de um organismo maduro, próprio a todos os membros de uma espécie, de maneira que o tempo torne menos capaz de fazer frente ao estresse do meio ambiente".

São considerados idosos indivíduos entre 65 anos em países desenvolvidos e 60 anos em países emergenciais. O envelhecimento humano ocorre em três níveis diferentes: biológico, psicológico e social. O envelhecimento biológico envolve mudanças fisiológicas, anatômicas, bioquímicas e hormonais acompanhadas de declínio das capacidades do organismo. O envelhecimento psicológico relacionado aos comportamentos das pessoas relacionadas a si próprias ou aos outros, ligadas a mudança de atitude e limitações das capacidades gerais. Já o envelhecimento social está relacionado as normas ou eventos sociais que controlam por um critério de idade, o desempenho de alternadas tarefas ou atividades.


Senescência X Senilidade
Senescência: É considerada fase normal da vida de um indivíduo de maneira natural e saudável. Incia-se geralmente após os 65 anos e não manifesta nenhum quadro de doença, não ocorrendo distúrbios de conduta e comportamento.

Senilidade: É o envelhecer acompanhado de alguma patologia, podendo estar acompanhado com quadro de demência, o idoso também perde a capacidade de memorizar, prestar atenção, não consegue se orientar, fala sem nexo, podendo perder o controle de evacuar e realizar suas atividades de vida diária. As modificações que a Senescência causa ao corpo do idoso torna-o mais sensível a "fatores estressores", sejam eles cirurgias, infecções ou efeito de medicamentos. Por isso o indivíduo pode ficar mais vulnerável a complicações de saúde.

A atividade física é um dos meios mais baratos e mais saudáveis na qual pode melhorar a nossa saúde. Para o idoso a atividade física é essencial, pois junto com esse envelhecimento aparecem as perdas, principalmente físicas e cognitivas. Por isso o idoso que pratica atividade física torna-se um aliado para ajudar a amenizar essas perdas.

A Hidroterapia é uma ótima alternativa para idosos, tanto para prevenir como para tratar doenças.






FONTE:
www.oncoguia.org.br
CIOSAK, S. I.et al;. Senescência e Senilidade: novo paradigma na atenção básica de saúde. 2011.

sábado, 6 de setembro de 2014

Atuação da Fisioterapia na Paralisia Cerebral

Nesse dia 04 de Setembro foi comemorado o Dia Mundial da Paralisia Cerebral, e o post dessa semana foi feito para esclarecer algumas dúvidas e explicar como a fisioterapia pode atuar para melhorar a vida desses pacientes.

O que é a Paralisia Cerebral?

 O termo Paralisia Cerebral (PC), descreve uma série de implicações e danos que acontecem no Sistema Nervoso Central (SNC). A criança com PC geralmente não possui o controle dos músculos do corpo, o que trás dificuldades motoras e incoordenação, consequentemente afetando o desenvolvimento. Essas dificuldades variam desde graus mais leves com perturbações quase que imperceptíveis, até as mais graves como incapacidade para andar, falar e com dependência total dos familiares. Suas causas são quase que sempre decorrentes da falta de oxigenação cerebral e podem acontecer durante a gravidez, no momento do parto ou durante seu desenvolvimento. 
Crianças com PC apresentam déficits sensório-motores, influenciando no comportamento emocional e social, resultando em um desenvolvimento global com atrasos, que muitas vezes são confundidas com a capacidade cognitiva e potencialidade para uma vida independente e autônoma no futuro em fase adulta. Por isso torna-se extremamente importante o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar desde o nascimento, ajudando-o e estimulando-o para desenvolver o máximo de suas capacidades , afim de adaptá-los e integra-los a sociedade da melhor forma possível.

Quais são as causas?

A etiologia da PC é multifatorial (várias causas). Qualquer agressão ao SNC que ocorra em idade precoce pode levar a uma lesão irreversível e não pregressiva. Elas se dividem em vários fatores e em 3 grupos:
1) Pré-natais (durante a gravidez): Mal formação do SNC, infecções, anemias graves, distúrbios metabólicos graves (ex: Diabetes) e Hipertensão Arterial Sistêmica.
2) Perinatais (durante e logo após o parto): Traumatismo no parto, sofrimento fetal, distúrbios circulatórios cerebrais, nascimento prematuro, recém nascido de baixo peso.
3) Pós-natais: asfixia, traumatismo cranianos e infecções de sistema nervoso (ex: Meningite).


Como se classifica:
 A lesão ocorre no córtex cerebral e dependendo da localização exata e extensão é que se classifica a PC, nomeando em vários tipos:
Espástica: Atinge apenas um lado do corpo (hemiparesia), membros inferiores (diplegia) ou os quatro membros (quadriplegia). Frequentemente a criança também apresenta dificuldades de fonação e deglutição, contraturas articulares e atrofias.
Atetóide: Presença de movimentos anormais de distribuição difusa, nem sempre simétricos que tendem a se exacerbar a movimentação voluntária e aos estímulos sensoriais ou emocionais.
Atáxia: Caracteriza-se pela incoordenação dos movimentos, distúrbios do equilíbrio que dificultam a movimentação voluntária e a marcha,  diminuindo o tônus muscular.
Hipotônica: Um tipo raro de PC em que a criança apresenta baixo tônus muscular, com características de hipoatividade, falta de controle postural e dificuldade de vencer a gravidade.
Principais problemas associados à PC:
Convulsões, distúrbios da fala e audição, deficiências visuais, dificuldade de aprendizagem, problemas odontológicos, salivação excessiva e escoliose.

Diagnóstico:
É baseado na anamnese e exame físico minucioso. Quanto aos exames complementares usa-se o Eletroencefalograma (EEG) e Tomografia computadorizada (TC) para determinar a extensão e localização das lesões e mal formações congênitas que podem estar associadas.

Tratamento Fisioterapêutico na Paralisia Cerebral:
Estimular o desenvolvimento neuropsicomotor normal e treino das atividades vida diária, os objetivos podem ser estipulados a curto e a longo prazo, direcionando sempre para qualidade de vida, fornecendo orientações para cuidadores e familiares. É importante ressaltar que cada criança tem suas necessidades individuais, que mudam de acordo com a idade.


* Conceito Neuroevolutivo Bobath: usa de pontos chaves para movimentar partes do corpo para conseguir melhor alinhamento biomecânico.
* Treino de marcha.
* Intervenção precoce, Estimulação Neuropsicomotor e Estimulação de Sensibilidade.
* Adaptações para facilitação das Atividades de vida diária (AVD's).
* Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva: Exercício de Kabat, que inibem a hipertonia.

Fonte:

Pereira, C. L. G. et al.; Paralisia Cerebral. São Paulo, 2013.
Brianeze, C. et al.; Efeito de um programa de fisioterapia funcional em crianças com paralisia cerebral associado a orientações aos cuidadores: estudo preliminar. Revista Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo, 2009.
www.nacpc.org.br



domingo, 17 de agosto de 2014

Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson é uma das patologias neurodegenerativas progressivas mais comuns no mundo, ela acomete o Sistema Nervoso Central (SNC), promovendo uma aceleração anormal no processo de envelhecimento. A principal característica da doença é a perda da capacidade motora, levando a uma diminuição drástica da qualidade de vida, podendo levar a uma exclusão social em fases mais avançadas.

 A doença foi descoberta em 1817 pelo médico inglês James Parkinson. Ele descreveu 6 pacientes com "Paralisia agitante", eles não apresentavam nenhum prejuízo dos sentidos e intelecto e futuramente a doença veio a ser chamada pelo seu nome. Já no século XX  um cientista  descobriu que a doença acometia a substância negra apresentando atrofia, além de perder a sua pigmentação. 

Os sintomas apresentam 4 sinais essenciais:
- Tremor em repouso
- Rigidez articular
- Bradicinesia (Diminuição dos movimentos)
- Instabilidade postural 
Como manifestações secundárias apresentam-se a incoordenação motora, embaçamento da visão, disartria (dificuldade em articular palavras), edema (inchaço), deformidade nas mãos e nos pés, escoliose, cifose, demência e depressão. OBS: Os sintomas não são iguais em todos os pacientes, em geral eles começam de maneira lenta e quase imperceptível.


Os passos ficam mais lentos e a voz se torna micrografica (redução do volume da voz e diminuição da caligrafia), podendo evoluir com a doença para acinesia (ausência dos movimentos). A marcha é caracterizada por passos muito curtos e arrastados, ausentando os movimentos dos braços, podendo ser chamada também de "marcha festinante", apresentando também dificuldade de equilibrar-se. As alterações vocais estão relacionadas a rouquidão e a voz soprada, com salivação abundante. Os pacientes assumem uma postura flexora, que acontece quando a cabeça e o tronco ficam inclinados para frente. 

A causa da doença de Parkinson está diretamente ligada a fatores genéticos e ao envelhecimento, que pode aumentar sua incidência com o passar dos anos. A faixa etária que mais acomete os pacientes Parkinsonianos é dos 50 aos 70 anos, sendo prevalente entre os 70 e 75 anos de idade. Em 10% dos casos pode acontecer por volta dos 45 anos de idade, o que descarta que a doença é exclusividade de idosos, podendo acontecer de maneira precoce.

O diagnóstico da doença é feito através da características clínicas, bem como os sinais e sintomas. Um dos novos métodos de confirmação do diagnóstico foi criado pela USP - Universidade de São Paulo, consistindo basicamente em uma bateria de testes neuropsicológicos. Os testes avaliam: linguagem, atenção, percepção visual, raciocínio, memória, funções do dia-a-dia e entre outros. Além de várias escalas como: "Unified Parkinson's disease rating scale", "The timed up and go test"“Parkinson disease questionnaire", que são testes clássicos para confirmação da doença.

Fisioterapia na Doença de Parkinson


Um dos principais objetivos da fisioterapia é retardar a progressão da doença, já que ainda não se foi descoberta sua cura. Estratégias específicas para melhorar as atividades como: marcha, transferências, atividades manuais, prevenção de quedas, manutenção da capacidade física. Compondo a terapia com estímulos externos visuais, auditivos e proprioceptivos.

 Alongamentos de membros superiores, membros inferiores e tronco, mantendo cada um por 30 segundos. Estimulando o paciente a contar junto com o terapeuta para assim estimular as funções cognitivas e atenção. 


 A fisioterapia busca no tratamento diminuir as disfunções físicas e permitir ao mesmo treinar suas atividades de vida diária, de maneira independente e da maneira mais eficiente possível. Alguns dispositivos auxiliares podem ser indicados para facilitação diária do paciente, bem como incluir corrimões (colocados em pontos estratégica), adaptação de talheres, pisos ante derrapantes, faixas fluorescentes em lugares mais perigosos como escadas ou direcionando para o banheiro, de maneira que tudo aumente a qualidade de vida do indivíduo.


Banheiro adaptado conforme as Regras da ABNT




 O treino de marcha, é uma das condutas fundamentais com o intuito de melhorar a caminhada e evitar as quedas. Exercícios feitos através de circuitos, exigindo maior atenção e deambulação em linha reta ou com obstáculos de acordo com a melhora do paciente.

 Exercícios de fortalecimento muscular também são essenciais, uma vez que com o passar dos anos e o chegar da idade vamos perdendo a força. 


 Os exercícios respiratórios também são importantes, visando o aumento da amplitude torácica, promovendo a melhora da função pulmonar e oxigenação dos tecidos. Trabalhar os exercícios de maneira lúdica e criativa faz com que o paciente sinta-se desafiado e mais interessado na sessão proposta.



DICA: é comum confundir a Doença de Parkinson com a Doença de Alzheimer (DA) para tirar a dúvida leia o post  sobre a DA:  http://fisiolifealecardoso.blogspot.com.br/2014/03/doenca-de-alzheimer-e-os-beneficios-da.html



Fonte:
SANT, C. R.; OLIVEIRA, S; G.; ROSA, E. L.; SANDRI, J.; DURANTE, M.; POSSER, S. R. Abordagem Fisioterapêutica na Doença de Parkinson. 2008. Disponível em:    Acesso em: 30 de Março de 2013.SANT, C. R.; OLIVEIRA, S; G.; ROSA, E. L.; SANDRI, J.; DURANTE, M.; POSSER, S. R. Abordagem Fisioterapêutica na Doença de Parkinson. 2008. Disponível em:    Acesso em: 30 de Março de 2013.
Associação Brasil Parkinson: http://www.parkinson.org.br

sábado, 9 de agosto de 2014

Amamentação


Atenção Mamães e Futuras Mamães, o Post dessa semana no  Blog é sobre a Amamentação, e apesar de ser algo muito natural ela vem acompanhada de várias dúvidas.  E a melhor maneira de tirarmos nossas dúvidas é nos informando a respeito.
E sendo esse um momento único entre a Mãe e o Bebê, nada melhor do que se estar preparada. Mesmo achando que não tem uma técnica correta para amamentar, ela existe sim, e esta ai para te ajudar!


Em primeiro lugar  você deve escolher um lugar confortável e calmo, onde tenha um apoio para a coluna, em que os pés estejam apoiados, utilizando almofadas ou travesseiros para não sobrecarregar os braços com o peso do bebê. Relaxe os ombros, afastando-os o máximo possível das orelhas. Estar sentada na posição correta para acomodar o bebê e facilitar a pega. A pega está relacionada com o encaixe da boca do bebê e a mama da mãe. O bebê deve estar posicionado de frente para a mãe, barriga com barriga e a boca direcionada para o mamilo. Essa posição oferece uma boa deglutição e é ideal em casos de refluxo e prematuros. Fique atento: nunca amamente deitado.

"Pega"


A mãe deve posicionar o polegar em cima da auréola e o indicador logo abaixo, formando um "C". Ao mamar a parte pigmentada da mama deve estar aparecendo o mínimo possível. Quando for tirar o bebê do peito é bom utilizar a técnica conhecida como "técnica do dedo mínimo", onde a mãe coloca o dedo mínimo na boca da criança para enganá-la, assim podendo tirar sem puxar o mamilo com força. Uma pega eficaz é essencial para uma amamentação bem sucedida. A dor nos mamilos é um sinal de alerta que a pega não está correta, o que pode ocasionar um desconforto á mãe e interferir na alimentação do bebê. A criança encontra o seio através do toque e não pela visão ou pelo cheiro, embora esses sentidos tenham grande influência.

Quanto mais seu bebê mamar, mais leite você vai ter:
O ato de sugar o peito estimula a produção de leite. Procure manter o bebê ao seu lado na medida do possível, até o momento da alta. A criança que mama no peito várias vezes (dia e noite) de acordo com a sua vontade e necessidade não precisa de mais nada!

 Recomenda-se que o bebê seja amamentado exclusivamente no seio materno até os 6 meses de vida. Depois aos poucos pode-se acrescentar frutas e papinhas, porém, continue amamentando até os 2 anos de idade se possível.

 Retire o leite quando necessário: Evite que a mama fique muito cheia e pesada. Se isso acontecer, ferva um frasco de vidro com tampa de plástico por 10 minutos. Coloque os dedos onde termina a auréola e aperte várias vezes até o leite sair. Guarde o leite no frasco de vidro na geladeira por no máximo 12 horas ou no congelador por 15 dias. Uma SUPER DICA é DOAR  em um banco de leite humano, pois várias mamães encontram problemas para amamentar seus filho, sendo necessário recorrer a esses bancos. E para doar o leite você pode fazer o mesmo procedimento ou comparecer em algum hospital para fazer a coleta.

É importante dizer que se deve manter distância dos bicos artificiais, como os bicos de silicone. Isso confunde o bebê, fazendo-o não querer mais pegar o seio, comprometendo a produção de leite  e podendo causar ferimentos aos mamilos.

Não existe uma regra em relação de quantas em quantas horas amamentar, por isso ofereça o peito a seu filho sempre que ele desejar. Os bebês sentem necessidade de sucção, por isso é comum que eles queiram mamar várias vezes.

Como cuidar da mama?
 Para evitar as terríveis  rachaduras, não lave os mamilos antes e depois das mamadas. Basta o banho comum evitando uso de sabonetes e buchas nos mamilos, não passe pomadas para prevenção ou hidratantes (somente com orientação médica). O próprio leite protege a pele, evitando inflamações e infecções.

Conheça os seus direitos:
A mamãe que trabalha fora tem direito à licença-maternidade de 120 dias e quando relacionado aos estudos a licença passa a valer por 90 dias. Quando retornar ao trabalho, ela tem direito a dois descansos de meia hora por dia para amamentar seu filho, até os 6 meses de idade. Já o papai têm direito a licença-paternidade de 5 dias a partir do nascimento do bebê.


Atenção Mamães de Itapeva e Região:
O banco de leite materno da Santa Casa de Misericórdia de Itapeva precisa da sua ajuda! Se você está amamentando, vá até a Santa Casa e doe seu leite materno, existem bebês que estão precisando do seu gesto de carinho!

Rua Mário Prandini, 849 - Centro Itapeva/SP - Tel : (015) 3521-9505.



Fonte:
www.pediatriaemfoco.com.br
Vaz, F. A. C. et al; Neonatologia. Manole, São Paulo, 2012.