sábado, 12 de julho de 2014

Câncer de Pele


             A pele é o maior órgão do corpo humano, ela é responsável pela troca de calor com o ambiente, chamado de Tecido Cutâneo. Ela é encarregada de proteger os órgãos contra bactérias, capaz de captar e enviar informações ao cérebro referente ao calor, frio, tato e dor. A pele tem três camadas, sendo elas:
A Epiderme é a camada externa, nela encontram-se os Melanócitos que são responsáveis por dar coloração a pele, juntamente com as células de defesa. Nela ainda se originam nossos anexos: pêlos, cabelos, unhas, glândulas sudoríparas (produzem suor) e glândulas sebáceas (produzem oleosidade e sebo). A Derme é responsável pela elasticidade e resistência da pele, é constituída de tecido conjuntivo, vasos sanguíneos e linfáticos, nervos e terminações nervosas. E por fim temos a Hipoderme, a camada mais profunda, que é composto por células gordurosas que formam lobos de gordura e protegem contra traumas físicos.




Tumores Cutâneos
Os tumores cutâneos são divididos em benignos e malignos. A classificação dos tumores  podem ser baseados, através dos efeitos que eles provocam no organismo de cada indivíduo. Os tumores benignos apresentam um crescimento lento e expansivo, com a formação de uma capsula que o envolve, sendo bem tolerada pelo organismo. Eles permanecem no mesmo local de origem e não se deslocam para outros sítios. Já os tumores malignos apresentam-se com o crescimento descontrolado, invadindo e destruindo as células adjacentes, podendo se deslocar para outros locais, processo chamado de metástase, ou ainda dar origem a um outro tumor secundário.




            Câncer de Pele e sua Causa:
O câncer de pele é caracterizado pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele.  De acordo com os dados do Registro Nacional de Patologia Tumoral e Diagnóstico de Câncer, no Ministério da Saúde, esse tipo de câncer afeta igualmente ambos os sexos, mais predominantemente na cor branca. Diferentes causas podem ser responsáveis por diferentes tipos de câncer de pele, esses fatores podem estar associados à: idade (à partir da 4ª década de vida), herança (dados de câncer familiar e cor de pele predisponente), exposição a agentes químicos (como carcinogênicos, arsênico, amianto, cromo e níquel), agentes físicos (como exposição por tempo prolongado a irradiações, raio x e os raios ultravioleta.Os fatores de risco que contribuem para a origem das lesões de pele são fatores de ordem genética, história familiar de câncer e irradiação ultravioleta.

Incidência:
O câncer de pele é a neoplasia de maior incidência no Brasil, fatores como a falta de conscientização sobre os fatores de risco, falta de proteção adequada e o abuso da exposição solar faz com que novos casos sejam descobertos todos os dias. Entretanto sua incidência correta é desconhecida, pois muitos casos não são diagnosticados devido à falta de atenção e procura ao atendimento médico.

Sintomas:
Feridas na apele cuja cicatrização demore mais de quatro semanas, variação na cor, manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram. Veja abaixo alguns tipos de Câncer de Pele e o tipo de tumor.


Diagnóstico:
            O fato de serem lesões claramente visíveis favorece um diagnóstico precoce, que são confirmados através de exames de histologia e citologia ou através do exame físico. A confirmação do diagnóstico de câncer de pele é feito através da biópsia, é feito uma retirada de uma amostra de tecido que será analisada ao microscópio.

FIQUE DE OLHO!
            É recomendável checar sua pele pelo menos uma vez por mês usando um espelho. É uma forma de você conhecer suas pintas, sardas, verrugas e perceber se ocorrer alguma mudança. Fique atento ao aparecimento de novos sinais na pele ou crescimento dos que já existem. Observe os pontos na pele que mudam de cor, forma e tamanho que exigem uma consulta com o médico. Qualquer ferimento, caroço, mancha, marca, mudança de aparência ou textura pode ser uma sinal de câncer de pele.


AUTO EXAME DA PELE:
1 – Em frente ao espelho, com os braços levantados exame seu corpo de frente, de costas e dos lados direito e esquerdo.
2 – Dobre os cotovelos e observe cuidadosamente aos mãos, antebraços, braços e axilas.
3 – Examine as partes da frente, de trás e dos lados das pernas, além da região genital.
4 – Sentado examine atentamente a planta e o peito dos pés, assim como entre os dedos.
5 – Com auxílio de um espelho em mãos e de uma escova de cabelo, examine o couro cabeludo, pescoço e orelhas.
6 – Finalmente ainda com auxílio do espelho em mãos, examine as costas e as nádegas.
  




Fontes:
INCA: www.inca.gov.br
SOBOPE: www.sobope.org.br
A C CAMARGO: www.accamargo.org.br

sábado, 14 de junho de 2014

Síndrome de Berdon: #ajudesofia


A Síndrome de Berdon é uma doença rara que  afeta tanto meninos como meninas, mas que predomina o sexo feminino. A doença causa problema nos intestino (grosso e delgado), bexiga e  estômago o que impossibilita o seu funcionamento normal. Isso impede que o indivíduo consiga fazer suas necessidades fisiológicas, sendo alimentado somente por sonda. Recentemente estourou na mídia a história da Pequena Sofia, uma bebê de 5 meses que é portadora dessa doença raríssima, que exige um transplante que é chamado de Multivisceral, que só é realizado no exterior e custa aproximadamente 2 milhões de reais. Sendo assim sua mãe Patrícia Lacerda criou uma página na rede facebook "AJUDE A SOFIA" para divulgar a sua luta diária pela vida e conseguir doações para salvar a filha. Sabendo de toda a dificuldade resolvi criar esse Post para também divulgar essa história, explicar um pouco sobre a síndrome e pedir ajuda para Sofia, que luta dia a dia para conseguir ter uma vida melhor e com mais qualidade. #Ajudesofia #todosporSofia @Ajudesofia #eupossodoar

Você pode doar qualquer valor acima de 10$, Doe:
Banco do Brasil
Agência: 0995-4
Conta Corrente: 40941-3 - Nome: Patrícia Lacerda da Silva (CPF: 018.597.873-80)

Conheça a Sofia: https://www.facebook.com/AjudeaSofia

Síndrome de Berdon

A Síndrome é causada por problemas genéticos ou hormonais e os sintomas aparecem logo após o nascimento do bebê, que incluem alterações na forma e no funcionamento adequado dos órgãos. Os sintomas são: Constipação e obstrução intestinal, inchaço da barriga e dos rins, dilatação da bexiga, vômitos e flacidez dos músculos do abdômen. O diagnóstico é realizado através da avaliação dos sintomas, ou até mesmo na fase pré-natal através da ultrassonografia a partir da 20ª semana de gestação.

Tratamento:
A Síndrome de Berdon não tem cura, mas existem procedimentos cirúrgicos para desobstruir o estômago e intestino, que melhoram os sintomas e aumentam a qualidade de vida do paciente.
O Transplante multivisceral consiste na retirada dos órgãos  da região abdominal, sendo eles: estômago, duodeno, intestinos, pâncreas e fígado. Os órgãos são retirados em blocos de um único doador e após são transplantados para o paciente em uma única cirurgia.


Campanha: Fazer o bem, sem olhar a quem! #AJUDESOFIA




Fontes:
http://www.einstein.br/
http://www.fm.usp.br/




sábado, 31 de maio de 2014

Dia Mundial sem Tabaco!


 Você fuma? Parar de fumar não é uma tarefa fácil, mas você sabia que além de maltratar sua própria saúde, você também prejudica a saúde das pessoas que você ama? Os chamados fumantes passivos, que são aqueles que inalam a fumaça de derivados do tabaco, que também estão expostos as mesmas alterações de saúde de um fumante ativo. Esse post esta sendo feito para que se possa inspirar pessoas que estão determinadas a entrar na luta contra o cigarro e também aqueles que conhecem alguém que precisa desse "empurrãozinho" para começar uma vida mais saudável. ACREDITE: você pode vencer esse vício!


Hoje 31 de Maio é o dia Mundial sem o Tabaco, que foi criado em 1987 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com o objetivo de alertar a população sobre as doenças e riscos que podem ser evitados. No Brasil o INCA (Instituto do Câncer) juntamente com o Ministério da Saúde coordenam ações de prevenção e controle de casos de Câncer.

O que a absorção da fumaça causa:
- em Adultos não fumantes: Aumento de 30% de chance de Câncer de Pulmão e até 24% de infarto do miocárdio. Irritações nasais e faringites, tosse, cefaléia e problemas alérgicos.
- em Crianças: Maior incidência de resfriados e doenças respiratórias (como bronquite, pneumonia, asma...) além de infecções.
- em Bebês: Risco 5 vezes maior de mortes súbitas sem causa aparente (chamada de Síndrome da Morte Súbita Infantil), bem como também as doenças pulmonares.
Além de todos esses sintomas citados acima, outros efeitos podem aparecer, uma vez que eles se alteram a médio e longo prazo, causando uma redução da capacidade pulmonar, que é responsável pelo funcionamento adequado do pulmão.
- Ao próprio fumante: fora os sintomas que você mesmo sente, aqui tem mais detalhes: http://www.deixardefumar.com.br/




Tabagismo no Mundo
O tabagismo é considerado pela OMS a principal causa de morte evitável em todo o mundo, e estima-se que 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (sendo 200 milhões mulheres) sejam fumantes. Pesquisas apontam que 47% da população masculina e 12% da população feminina fumam. As incidências apontam que de 4,9 milhões de pessoas no mundo morrem anualmente devido aos problemas causados pelo cigarro, o que corresponde mais de 10 mil mortes por dia!


Você sabe do que é composto o cigarro?

LUTE CONTRA O CIGARRO, como parar de fumar?
Essa decisão deve partir de você, "Acenda essa ideia". Pare de fumar e comece a viver!
Saiba que 95% dos fumantes deixam de fumar sozinhos e você também pode conseguir! O mais importante é planejar uma data e determinar qual vai ser o primeira dia que você será um ex-fumante.
Quando você fuma acaba ficando absolutamente dependente de uma droga chamada de nicotina, que como qualquer outra droga causa dependência. Você pode escolher duas maneiras para largar do vício: de maneira abrupta ou de maneira gradual.
A maneira Abrupta é quando se deixar de fumar de uma só vez, abandonando totalmente o cigarro de um dia para o outro. E a maneira Gradual é aquela que você procurar ir diminuindo o número de cigarros fumados por dia. Como por exemplo: um fumante de 30 cigarros por dia, onde no primeiro dia fuma a mesma quantidade, no segundo dia fuma 25, no terceiro 20, no quarto 15, no quinto 10, no sexo 5 e no sétimo dia seria a data para deixar de fumar.


Quando você para de fumar alguns cuidados devem ser tomados, uma vez que a abstinência de nicotina irá trazer alguns sintomas que apesar de passageiros podem persistir por algumas semanas. Os efeitos causados pela nicotina ao organismo que foi intoxicado por anos e precisa livrar-se deles, podem ser chamados de efeitos transitórios da suspensão da nicotina. Saiba mais detalhes e como superá-los através do site: http://www.inca.org.br/prevencao/tabagismo/cuidados.html. 
Procurar um médico para tirar dúvidas e realizar um tratamento com acompanhamento é essencial.



DICAS:
  • Adie o primeiro cigarro do dia. Você vai adiando o primeiro cigarro através de horas predeterminadas, então depois poderá ir aumentando a carga horária de adiamento.
  • Reduza o número de cigarros fumados por dia.
  • Se você escolher a parada Gradual essa escolha não poderá durar mais de duas semanas.
  • Aposte em atividades físicas, quando você realiza exercícios físicos libera endorfina que promove sensação imediata de bem estar. Preencha sua rotina com atividades que te façam bem.
  • Beba o dobro de água que está habituado a beber, coma frutas e dê preferência a alimentos saudáveis, para ir acostumando o seu corpo a se livrar de toxinas.
  • TENHA FOCO, Não desista!
Fontes:
www.inca.gov.br
www.deixardefumar.com.br

sábado, 26 de abril de 2014

Eu sou 12 por 8!

Hoje dia 26 de Abril é o "Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial", a campanha "Eu sou 12 por 8" foi desenvolvida pelo Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, para ajudar pacientes diagnosticados com a doença que é conhecida popularmente como 'Pressão alta', e é uma das principais causas de invalidez e morte no mundo.

A Hipertensão Arterial é uma doença que é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, que consequentemente aumenta a resistência dos nossos vasos sanguíneos ao fluxo de sangue. A 'pressão alta' é considerada uma doença crônica (que não tem cura na maioria dos casos), mas que tem controle. Isto é, usando corretamente os medicamentos prescritos pelo médico, realizando uma dieta equilibrada, praticando atividades físicas, adquirindo assim uma vida mais saudável. Na maioria dos casos a Hipertensão não apresenta sintomas, o que torna mais difícil seu diagnóstico e tratamento. Embora eles não sejam tão evidentes, ainda assim eles existem, como dor de cabeça, tontura, dor localizada atrás da 'nuca', palpitações, sudorese (suor excessivo) e palidez são sintomas que devem ser valorizados, que podem aparecer como causa secundária da 'pressão alta'.
A causa da Hipertensão pode ser por hereditariedade, obesidade, estresse, excesso de sal e má alimentação. 


O que é a Hipertensão Arterial propriamente dita?

É quando nossa pressão esta acima do nível normal, que são máxima de 120  e  a mínima de 80 milímetros de mercúrio, ou simplesmente 12 por 8. Valores abaixo de 14 por 9 podem ser considerados normais em alguns critérios médicos.

Níveis de Pressão Arterial

Quando um indivíduo está com os níveis de pressão alterado o músculo cardíaco (músculo do coração) precisará de mais energia, para realizar sua função de bomba propulsora que leva sangue ao nosso organismo. Essa necessidade aumentada de energia precisa ser compensada pelas artérias que irrigam o coração - chamadas de artérias coronarianas. Nem sempre o fluxo de sangue que sai ou entra das artérias coronarianas é capaz de suprir satisfatoriamente um músculo cardíaco hipertrofiado, conforme mostra na figura abaixo:


Diferença entre um coração normal e um coração de um paciente com Hipertensão Arterial que apresenta hipertrofia do músculo cardíaco.


A Hipertensão Arterial aumenta o risco de ocorrer uma obstrução dessas artérias, podendo levar a uma isquemia ou ruptura dos vasos sanguíneos, que leva o músculo cardíaco ao sofrimento, promovendo desorganização dos batimentos cardíacos conhecido como Arritmia Cardíaca, ou ocasionando ainda um Infarto Agudo do Miocárdio ou Acidente Vascular Encefálico - AVE ( popularmente chamado de derrame).

Quais medidas tomar para se prevenir ou diminuir os riscos?


- Diminuir o máximo da quantidade de sal nas comidas ou utilizar os níveis adequados que são entre 
1,8 e 2,3 gramas por dia.
- Controlar o peso, ele deve ser adequado para sua altura.
- Não fume, se você fuma abandone o cigarro.- Não ingerir bebidas alcoólicas ou ingerir em pequenas quantidades. 
- Tenha uma vida saudável. Não espere uma doença se instalar para começar a ter hábitos de vida corretos!



Porque o sal é um vilão para os hipertensos?

O sal retém líquidos, mantendo assim nossos níveis de pressão arterial alterados. As coisas se complicam quando esse sal vem em grandes quantidades, sendo maior que a quantidade indicada por especialista (1,8 à 2,3 gramas por dia), dessa maneira há um excesso de água no nosso organismo e consequentemente o aumento da pressão arterial. A melhor maneira para evitar todos esses danos, é ter em mente os principais alimentos ricos em sal e evita-los: temperos industrializados, ketchup, shoyu, molhos prontos, embutidos (salsicha, mortadela, queijos, linguiça, presunto, salame...), conservas (azeitonas, palmito, picles...) e carne seca.

O que fazer quando a pressão estiver alta?


A respiração lenta ajuda a abaixar a pressão através de várias formas, ela melhora a atuação de mecanismos reflexos, que ajudam a controlar a contração e o relaxamento do coração, estimula a produção de substâncias que ajudam os vasos a se dilatarem, melhorando a oxigenação do sangue.
Para realizar a respiração lenta você deverá: fechar seus olhos, colocar as mãos posicionadas sobre o abdômen e se acalmar. Inspire o ar lentamente pelo nariz e expire também lentamente soltando o ar pela boca. A sua mão deverá acompanhar o ritmo respiratório, subindo durante a inspiração e descendo durante a expiração, conforme mostra a figura abaixo:

Respiração lenta



Qual o melhor horário para se tomar o medicamento para Hipertensão Arterial?

É muito importante que o paciente tome os seus remédios rigorosamente todos os dias! A falta de uso ou esquecimento é uma das principais causas de falha no tratamento.
Cada medicamento é prescrito pelo médico em quantidade e dosagem conforme a necessidade de cada pessoa, que deve ser adequada com a sua rotina, a fim de que ele se adapte mais facilmente e assim consiga tomar os remédios na hora correta. Medicamentos diuréticos devem ser tomados de manhã e sempre acompanhados com água (e não outra bebida, como sucos, leite ou refrigerantes). Medicamentos tomado antes da alimentação tem uma absorção maior. Não se deve suspender ou deixar de tomar o remédio por conta própria se a pessoa for ingerir bebida alcoólica naquele dia.


Qual a maneira correta de verificar a Pressão arterial?

A aferição correta da pressão deverá ser realizada após 5 minutos de repouso, o paciente poderá estar sentado, deitado ou em pé. Quando sentado devemos ficar atentos a algumas coisas: as pernas não podem estar cruzadas ou balançando. Os pés devem estar firmemente apoiados no chão e as costas apoiadas na cadeira de maneira confortável. A bexiga deve estar vazia, por isso é importante perguntar se o paciente não quer ir ao banheiro (lembra que a retenção de líquido faz nossa pressão aumentar?).


26 de Abril Dia Nacional da Prevenção e Combate a Hipertensão Arterial



Fonte:
http://www.eusou12por8.com.br




sexta-feira, 4 de abril de 2014

Autismo

Boa noite Pessoal!!
Essa semana no dia 2 de Abril foi o "Dia Mundial da Conscientização do Autismo", vamos conhecer um pouco mais sobre o assunto?
Boa leitura :)



O médico Leo Kanner em 1943,  foi o primeiro a descrever o autismo como uma síndrome que apresentavam prejuízos nas áreas de comunicação, comportamento e da interação social, caracterizando assim um distúrbio único e não pertencente ao grupo das crianças com deficiência mental. O nome autismo foi proposto para chamar atenção, devido ao grave dano de socialização, que era uma das principais características desses pacientes. 
O autismo pode ser classificado de acordo com seu grau de comprometimento e da intensidade, que difere desde os quadros mais leves em que não há comprometimento da inteligência e da linguagem denominado como Síndrome de Asperger. Até formas mais graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato pessoal, mostrando um comportamento agressivo e deficiência mental. As causas do autismo podem ser várias, mas as mais comuns são por fatores genéticos e biológicos.

Quais são os sintomas?

Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas  dificilmente são identificados de maneira precoce. A falta de interesse geral, comportamentos repetitivos, dificuldade de se comunicar e conduta anti-social, são sintomas que aparecem antes dos 3 anos de idade e atinge 0,6% da população, sendo quatro vezes mais comuns em meninos do que em meninas.



Diagnóstico:
Leva-se em conta o grau de comprometimento e o histórico do paciente e também pelos critérios estabelecidos pelo DSM - IV (Manual de diagnóstico e estatística da Sociedade Norte-Americana de Psquiatria). Ainda não existe um exame específico para o diagnóstico do Autismo, mas exames como Teste do Pézinho, Sorologias para Sífilis, Rubéola, Toxoplasmose, Teste Neuropsicológicos são realizados para certificação.


Tratamento:
O Autismo é considerado um distúrbio crônico e por esse fato devem ser introduzidos no esquema de tratamento de uma Equipe Multidisciplinar (que envolva todos os profissionais de saúde), logo após a confirmação do diagnóstico. A base do tratamento terapêutico também envolve o contexto familiar, afim de todos realizem a melhor conduta para o máximo de qualidade de vida e independência do paciente. O tratamento medicamentoso auxilia muito na melhora e controle dos sintomas, mas também não existem medicamentos específicos. Vale lembrar que o sucesso do tratamento e um bom prognóstico depende tanto da dedicação do paciente, sua família, cuidador e dos profissionais envolvidos.


Fisioterapia no Autismo:
A fisioterapia pode atuar em diversas fases da criança, adolescente ou adulto com Autismo. A estimulação precoce na infância ajuda nas habilidades motoras e fazem total diferença, uma vez que isso impede que ele também desenvolva um quadro de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. Em crianças em fase pré-escolar estimular as competências e atenção, coordenação motora fina e grossa,  desenvolvimento físico para que ele possa interagir na medida do possível com os colegas. Dentro do ambiente escolar o Fisioterapeuta pode e deve estimular atividades em grupo fazendo tudo de maneira lúdica, chamando atenção das crianças, essas atividades pode incluir os professores, funcionários e os pais, afim de promover a socialização. Montar circuitos com vários obstáculos, faz com que o paciente com autismo fique curioso e assim tente conseguir realizá-lo. Atividades que prendam a atenção e estimulem o seu raciocínio como: quebra-cabeça, lego, jogo da memória também são ótimos e trazem benefícios significativos. 




Outro tipo de terapia que vem ganhando seu espaço para tratamentos com crianças é a PET terapia, uma terapia que utiliza animais para criar um vínculo especial com o paciente, uma vez que assim ele irá ficar mais aberto e disposto a colaborar com o tratamento proposto. 

PET Terapia ou Terapia Assistida por Animais.

Dicas:
* Nunca deixe de acreditar no potencial do indivíduo com Autismo.
* Autistas tem dificuldade de lidar com mudanças por menores que sejam, por isso é importante manter seu mundo organizado e respeitar seus limites.
* É fundamental descobrir uma técnica que permita o diálogo e convivência social com o Austista.





FONTES:
www.autismo.com.br
www.ama.org.br
SCHWARTZMAN, T. S. Austimo e outros transtornos do espectro autista. Revista  Autismo. Setembro, 2010. www.revistaautismo.com.br
American Psychiatric Association (APA). Manual diagnóstico e estatística de transtornos mentais - DSM -IV TR. Tradução de Claudia Dornelles. 4 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2002.

sábado, 22 de março de 2014

Síndrome de Down, um cromossomo a mais de: Amor!

Oi pessoal,

Ontem dia 21 de Março, foi o dia Internacional da Síndrome de Down e o post dessa semana não poderia ser outro se não esse!


Boa leitura :)



A Síndrome de Down (SD) é um tipo de alteração genética, que acontece devido a presença de um cromossomo a mais, sendo este o par de cromossomos 21, o que explica a síndrome também ser conhecida como "Trissomia do 21". Ela foi descrita em 1866 por John Langdon Down, que descreveu como uma alteração genética que afeta o desenvolvimento do bebê, determinando algumas características físicas e cognitivas.
A alteração genética ocorre durante a concepção da criança, onde ao invés de 46 cromossomos se têm 47. Os cromossomos carregam todas as nossas características, desses cromossomos 44 são regulares e formam pares de 1 a 22. Outros dois constituem o par de cromossomos sexuais, chamados de XX no caso das meninas e XY para os meninos. Então quando o bebê apresenta 1 cromossomo a mais, além dos 46 é: Síndrome de Down.
Esquema da Trissomia do 21
A síndrome é a ocorrência genética mais comum que existe no mundo e acontece em cerca de 1 para cada 700 nascimentos. Entre as características físicas associadas a SD estão: em geral eles podem ser menores em estatura e são mais lentos do que crianças da sua idade, as orelhas são pequenas e localizadas abaixo da linhas do olhos, hipotonia muscular, os olhos são amendoados, o nariz é pequeno e achatado, as mãos apresentam uma única linha ou dobra do 5º dedo, os pés são separados entre o 1º e 2º dedos, já o pescoço apresenta mais gordura na região da nuca.


O diagnóstico da SD é realizado através do estudo cromossômico (cariótipo), em que se é detectado a presença de um cromossomo 21 a mais. Devido ao fato da síndrome ser cromossômica é possível realizar um diagnóstico pré-natal utilizando diversos exames clínicos que podem confirmar a partir da 14ª a 17ª semana gestacional. Outro exame é a ultrassonografia, medindo a prega nucal, que pode ser realizado a partir da 10ª semana de gestação. 

Ultrassonografia da Prega Nucal

Se desconhece o mecanismo da causa da SD, mas estudos científicos comprovam que  acontece igualmente em qualquer raça, sem nenhuma relação com nível cultural, social, econômico ou ambiental.  Cerca de 50% das crianças com a síndrome apresentam problemas cardíacos ou respiratórios, que devem ser acompanhados pelo médico cardiologista regularmente.

A Fisioterapia na Síndrome de Down

O bebê com SD requer muitos cuidados após o nascimento e durante seu desenvolvimento, assim como qualquer outro. Uma dessas razões é a hipotonia muscular (em que os bebês nascem mais "molinhos") e a frouxidão ligamentar, apresentando uma hiperflexibilidade. A fisioterapia atua particularmente no desenvolvimento motor da criança, auxiliando-a e ensinando a maneira correta e auxiliando no fortalecimento muscular. A fisioterapia pode atuar desde após o nascimento para que exercícios de estimulação para o desenvolvimento motor normal, atividades como: rolar, sentar, sustentar o pescoço, arrastar-se, engatinhar, ficar em pé e andar, exercícios chamados de: Estimulação precoce!


Estimulação precoce 

Outra indicação é a Equoterapia, uma abordagem da Fisioterapia que é realizada em cima do cavalo. É uma ótima opção de tratamento alternativo, pois fortalece os músculos, proporciona melhora no equilíbrio, maior concentração e novos estímulos. A participação dos pais e familiares durante a sessão de Fisioterapia é fundamental, pois a troca de informações e orientações trás grandes benefícios e qualidade de vida ao paciente.

Equoterapia na Síndrome de Down



FONTES:

www.fsdown.org.br

www.movimentodown.org.br

MATTOS, B. M.; BELLANI, C. D. F. A importância da estimulação precoce em bebês portadores de Síndrome de Down. Revista Brasileira de Terapias e Saúde, Curitiba - 2010.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Doença de Alzheimer e os benefícios da Fisioterapia.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa comum aos 65 anos de idade, que se caracteriza pela perda progressiva de células neurais. Existem vários tipos de demência em que há perda de algumas capacidades como: funcionalidade, comprometimento das funções cognitivas (atenção, percepção, memória, raciocínio, pensamento e linguagem) e também a capacidade físico-espacial. O nome oficial da doença se deu pelo Médico alemão Dr. Alois Alzheimer, que foi a primeira pessoa a descrever a patologia no ano de 1906. Ele estudou e publicou o caso de uma paciente, que aos 51 anos desenvolveu um quadro progressivo de perda de memória, desorientação e dificuldade em dialogar, sendo portanto incapaz de cuidar de si. Após o falecimento da paciente, Dr. Alois examinou seu cérebro e descreveu as alterações que hoje são descritas como características da doença. 

Qual a causa?

A causa da Doença de Alzheimer é desconhecida, mas considera-se  que a predisposição genética é um dos fatores principais, uma vez que quando confirmado esse fator a doença pode se desenvolver mais precocemente, por volta dos 50 anos. Em alguns casos, estudos apontam que a deficiência de algumas proteínas e enzimas possam estar envolvidos na etiologia.


Quais os sinais?


O paciente com Alzheimer pode apresentar:
- Perda de memória recente, com repetição das mesmas perguntas e assuntos.
- Esquecimento de eventos, datas, compromissos ou onde guardou seus pertences.
- Dificuldade de se orientar no tempo e espaço.
- Alterações no comportamento ou personalidade, podendo se tornar agitado, desinteressado, isolado ou até agressivo.
- Alucinações visuais e ou auditivas
- Dificuldade de perceber situações de risco ou manusear utensílios, bem como em  atividades de autocuidado.
- Agitação exacerbada e insônia.

Quais os sintomas?

Os sintomas não são os mesmos em todos os tipos de pacientes, mesmo quando a causa da demência é a mesma. Como a doença é progressiva o quadro clínico do paciente pode sofrer modificações, também dependendo de seu estágio.
- Estágio I (fase inicial): alterações na memória, personalidade e habilidades.
- Estágio II (fase moderada): dificuldade de falar, realizar tarefas simples, coordenar movimentos. Paciente apresenta agitação e insônia.
- Estágio III (fase grave):  resistência ou dificuldade na realização de atividades de vida diária, incontinência urinária ou fecal e deficiência motora progressiva.
- Estágio IV (fase terminal): paciente fica restrito ao leito, infecções recorrentes e complicações.


Diagnóstico:

É importante dizer que os  sinais e sintomas iniciais da doença de Alzheimer, podem ser confundidos com o processo de envelhecimento normal do idoso. E portanto, recomenda-se que ao perceber os primeiros sinais da doença, a família já procure um atendimento correto para que seja feito um diagnóstico precoce, o que favorecerá a um prognóstico bom. A certeza do diagnóstico só poderá ser realizado após o falecimento do paciente, realizando autopsia do tecido cerebral.
Autopsia do tecido cerebral do paciente com Alzheimer.

Tratamentos:

Ainda não existe a cura do Mal de Alzheimer. IMPORTANTE: O Sistema único de Saúde (SUS) oferece, por meio do programa de Medicamentos Excepcionais e de Auto Custo: a Rivastigmina, a Galantamina e o Donepezil, remédios utilizados no tratamento que não promovem a cura, mas ajudam a retardar a piora do quadro.


Benefícios da Fisioterapia na Doença de Alzheimer:

Após o diagnóstico e encaminhamento para fisioterapia, deve ser realizado a avaliação fisioterapêutica para que seja analisado as principais necessidades do paciente.
- Mobilização e alongamentos devem ser realizados para promover o relaxamento e evitar encurtamentos musculares.
- Treino de marcha e equilíbrio são um dos principais objetivos do tratamento, evitando a perda motora.
- Exercícios de coordenação motora ou que estimulem suas atividades de vida diária também são fundamentais, uma vez que elas são comprometidas com o decorrer da doença.
- Fortalecimento muscular, estimular a memória, atividades lúdicas e criativas também são trabalhadas. Desenvolver orientações para prevenção de quedas e orientações gerais para cuidadores e familiares torna-se fundamental.

Fisioterapia em Geriatria.

FONTES:
http://www.abraz.org.br/
MUMENTHALER, M. Neurologia. 4.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
BRUGGEMANN, K. Fisioterapia em neurologia. São Paulo: Santos, 2008.